14 abril, 2011

Líderes de igrejas realizam grande evento evangelístico no Vietnã


VIETNÃ (18º) - Durante este fim de semana, o evangelista Luis Palau pregou o evangelho para milhares de pessoas na cidade de Ho Chi Minh, a maior do Vietnã.

Os líderes de igreja no Vietnã trabalharam com oficiais do governo até o dia do evento, para conseguir a permissão para o festival evangelístico.

No sábado, três horas antes do início do evento, eles receberam a permissão para realizar o festival em um estádio de futebol, e não em um campo aberto como haviam solicitado.

“Eu me sinto privilegiado de fazer parte deste evento histórico no Vietnã. A comunidade cristã aqui é tão apaixonada, tão patriota, otimista e tão esperançosos pelo futuro da nação. É algo maravilhoso de se ver. Amamos o Vietnã e estamos muito felizes. Queremos prestar muitos anos de serviço à nação, se Deus nos permitir”, afirma Palau.

O evangelista, que estava acompanhado de seu filho, pregou nos dias 9 e 10 de abril no festival em Ho Chi Minh (antiga Saigon) para celebrar os 100 anos da Igreja protestante no Vietnã. Milhares de pessoas aceitaram a Jesus Cristo.

Foi a primeira vez na história do país que um líder cristão internacional pôde pregar o evangelho para um público tão grande desde 1975, quando o país aderiu ao comunismo.

“Estamos tão animados em ter Luis Palau conosco aqui no Vietnã”, disse o pastor Ho Tan Khoa, um dos principais líderes de igreja do Vietnã. “Ele é um pioneiro – em servir a Igreja e em realizar eventos evangelísticos maravilhosos.”

Palau foi convidado para ir para Hanoi, a capital do Vietnã, para realizar um evento parecido nos dias 15 e 16 de abril. Os líderes ainda estão tentando conseguir a aprovação do governo para realizar o festival.

Segundo as leis vietnamitas no que concerne à religião, a liberdade de culto é vista como um privilégio, e não como um direito fundamental.

O governo comunista começou a permitir práticas religiosas no início dos anos 90, mas somente para grupos registrados legalmente. Mesmo assim, eles tinham que trabalhar segundo as regras dadas pelo governo.


Tradução: Deborah Stafussi

12 abril, 2011

Muçulmano danifica Bíblia para "vingar" a queima do Alcorão




PAQUISTÃO (11º) - Um homem muçulmano de 24 anos profanou a Bíblia nos portões da Igreja Católica de Santo Antônio, em Lahore, na sexta-feira, para "vingar" a ação do pastor americano Terry Jones na Flórida no mês passado.

A polícia prendeu o homem, identificado como Akhtar Hussain, um morador do bairro vizinho de Kasur, e registrou uma queixa contra ele sob a Seção 295-A do Código Penal do Paquistão.

A Seção 295-A diz: "Quem, com intenção deliberada e maliciosa, ultrajar os sentimentos" religiosos de qualquer classe de cidadãos do Paquistão, com palavras, seja falada ou escrita, ou por representações visíveis insulta a religião ou crenças religiosas daquela classe, é punido prisão de qualquer descrição, por um período que pode ir até dez anos, ou multa, ou ambos."

Segundo fontes policiais, Hussain tinha primeiro tentado forçar a entrada na Igreja onde um grande número de cristãos foi assistir a uma missa especial, quando então os guardas nas portas o barraram e pediram para que ele se identificasse.

As fontes disseram ao The Christian Post que os guardas negaram a entrada de Hussain na Igreja, quando lhes disseram seu nome, e a administração da Igreja perguntou-lhe porque queria ir para a igreja. Hussain disse que ele queria queimar a Bíblia na Igreja, assim como Terry Jones e seus companheiros pregadores que realizaram um julgamento do Alcorão em sua igreja. O homem muçulmano, de repente, tirou o livro sagrado cristão que tinha escondido dentro de sua roupa e começou a rasgá-lo.

Os guardas capturaram Hussain e chamaram a polícia, que o prendeu, juntamente com as provas. Altos oficiais da polícia Umer Saeed disseram que o homem estava em estado mental estável e que ele estava "se vingando" dos cristãos por queimarem o Alcorão. Ele disse que foi "muito tenso," já que ouviu a notícia do sacrilégio e queria fazer algo para se vingar.

Conversando com o The Christian Post sobre o incidente, os líderes cristãos e ativistas da sociedade civil condenaram o incidente, pedindo tolerância, respeito e aceitação das pessoas pertencentes a todas as religiões.

Asif Aqeel, diretor da Iniciativa da Comunidade de Desenvolvimento das ONGs cristãs disse, "os cristãos são orientados a oferecer a outra face. Eles também são orientados a não se vingar, e sim orar por seus inimigos. O ato de queimar o Alcorão realizado por Terry Jones e Wayne Sapp não tem base bíblica e não representa os ensinamentos da fé cristã. Os cristãos do Paquistão estão enfrentando as consequências de seu ato hediondo."

Ele disse que os muçulmanos devem perceber que o ato de duas pessoas não deve ser considerado um ato coletivo. "Ao mesmo tempo, podemos dizer que nenhuma pessoa civilizada pode imaginar revidar esses chamados pregadores por queimar a Bíblia. Condenamos este ato como incivil e igualmente desprovido de respeito pelos outros," disse ele.

Napoleão Qayyum, líder da ala das minorias "da decisão do Partido Popular do Paquistão," expressou sentimentos semelhantes.

"Condenamos firmemente este incidente, mas não vamos prender todos os muçulmanos responsáveis pela profanação do nosso livro sagrado. O cristianismo prega o perdão e o amor. Estamos feridos, mas não vamos responder na mesma moeda," disse ele, acrescentando que esperava que os efeitos da violência no Afeganistão sobre o incidente da queima da Alcorão não alcançasse o Paquistão.

Dr. Tahira Saleem, presidente do Ministério Paquistão Shekinah, disse que o país foi se tornando cada vez mais uma sociedade intolerante. "Nós não sabemos por que nossos compatriotas apontam os cristãos como responsáveis por cada ação tomada no Ocidente," disse ela, acrescentando que toda a comunidade cristã tinha manifestado o seu protesto contra o incidente na Flórida," mas o incidente de sexta-feira mostra o ressentimento dos muçulmanos."
"Acabei de orar ao Senhor para que esse incidente não levasse a qualquer tipo de violência no Paquistão," disse ela.

Enquanto isso, vários protestos contra a queima Alcorão foram notificados em todo o Paquistão, após as orações de sexta, mas não houve relatos de violência. Os manifestantes gritavam slogans contra Jones e Sapp e queimaram suas efígies, e também tomaram como alvo o governo por "não protestarem veementemente contra o incidente internacional."

A situação no vizinho Afeganistão se descontrolou na última sexta-feira, quando milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidades clamando por justiça. Sete funcionários estrangeiros das Nações Unidas, em Mazar-i-Sharif foram mortos pelos manifestantes. Pelo menos 30 pessoas foram mortas em várias cidades do Afeganistão até o momento. Enquanto isso, Jones e seu colega pastor, que sustentam que "o Islã não é uma religião de paz," permanecem sem remorso por sua ação.

Tradução: Texto traduzido pela fonte

11 abril, 2011

A religião verdadeiramente perseguida no mundo hoje é o Cristianismo

Os nazistas capturavam vilarejos na Segunda Guerra e transformavam os civis em reféns. A cada soldado alemão morto no conflito, podiam executar, sei lá, cem civis. Mas nem eles matavam pessoas sob o pretexto de que o Mein Kampf tinha sido vilipendiado… É claro que estou fazendo uma ironia macabra! É para ver se certos cérebros  ligam nem que seja no tranco! É inacreditável— ou melhor: é acreditável, mas é espantoso! — que delinqüentes intelectuais no Ocidente responsabilizem dois pastores imbecis, que queimaram um exemplar do Corão no EUA, pelos atentados terroristas no Afeganistão!
Com raras exceções, a imprensa ocidental teve a moralidade seqüestrada pela lógica do terrorismo islâmico. É um troço escandaloso! Durante a “revolução egípcia”, a chamada “Primavera Árabe”, que leva Arnaldo Jabor ao delírio, igrejas foram queimadas, cristãos foram assassinados pelo simples fato de… serem cristãos!, casas foram invadidas. Procurem saber o que a imprensa noticiou a respeito. Quase nada!
Atenção! Há, sim, uma religião perseguida no mundo hoje. É o cristianismo! A quase totalidade de mortes em razão de perseguição religiosa se dá contra cristãos: na Nigéria, no Sudão, na Indonésia, em quase todos os países árabes, sejam eles aliados do Ocidente ou não. Há quase dois milhões de filipinos católicos trabalhando na Arábia Saudita, fazendo o serviço que os nativos se negam a fazer. Estão proibidos de cultuar sua religião. A transgressão é considerada um crime grave. Na Nigéria, no Sudão ou na Indonésia,  não se queimam exemplares da Bíblia, não; queimam-se pessoas mesmo!
Ninguém dá a menor pelota porque, afinal, o cristianismo é considerado uma religião ocidental — o que, diga-se, chega a ser uma outra burrice histórica; está fora das “vítimas influentes”. Até a minoria Bahá-í, no Irã, tem mais prestígio. Quando digo “até”, não é para subestimar ninguém. A questão não é qualitativa, mas quantitativa. São milhões os cristãos submetidos ao regime de terror, sem que isso comova os “defensores da humanidade”. Parece que o cristianismo não merece nem o olhar caridoso nem o militante.
Não obstante, em nome da “tolerância” religiosa, os nossos “pensadores” eximem de seus próprios crimes os facínoras afegãos que saem degolando a primeira coisa que se mova — desde que estrangeira — para protestar contra a “violação” de seu livro sagrado.
A que se deve isso? Por incrível que pareça, a esquerda antiamericana, antiocidental, vê no islamismo uma espécie de aliado, ainda que regimes fundamentalistas, ainda que os comunas sejam os primeiros a ir para a forca quando os regimes  fundamentalistas se instalam. Os esquerdistas ainda não perceberam que só a democracia ocidental, que eles adoram odiar, garante-lhes a devida segurança para que possam tentar destruir a… democracia ocidental.
De resto, detesto gente covarde! E covardes protestam contra a queima de exemplares do Corão nos Estados Unidos. Os realmente corajosos vão protestar contra a queima de Bíblias em Cabul!!!

Por Reinaldo Azevedo - Colunista da Revista Veja

Igreja doméstica é invadida e pastor, agredido


 


VIETNÃ (18º) - Quando o Vietnã começou a abrir sua economia para o mundo, muitos cristãos ficaram esperançosos de que isso traria mais liberdade religiosa. Algumas vezes há sinais de que isso realmente aconteceu, principalmente quando grupos de igreja conseguem organizar grandes reuniões em dezembro.

No entanto, as igrejas menores, não registradas na região central do Vietnã ainda não viram esses sinais. Um líder de jovens, que também é coordenador do programa de treinamento para jovens, conta sobre suas experiências e o que os cristãos dessa região têm que enfrentar por causa de sua fé. Os nomes, datas e locais foram alterados por questões de segurança.

“Trie iniciou uma igreja em sua casa no ano passado. Durante as primeiras semanas, a igreja estava indo muito bem. Mas, quando mais pessoas começaram a aceitar Jesus, as dificuldades também tiveram início.”

“Em junho do ano passado, ele organizou um evento evangelístico e mais de 30 pessoas compareceram. Por volta das 19h, policiais, líderes locais e civis não identificados cercaram sua casa. Os oficiais entraram no local e verificaram os documentos de identidade de todos.”

“Quando viram que entre os presentes estavam crianças e adolescentes, os policiais ligaram para os pais. Os responsáveis queriam que Trie explicasse por que as crianças estavam na casa dele. Enquanto isso, homens desconhecidos que acompanharam os pais começaram a gritar, para atrair a atenção e provocar constrangimento.”

“Por causa do acontecido, alguns dos jovens abandonaram sua fé, devido à pressão de suas famílias. Outros aumentaram seu comprometimento. Por eles, a Igreja continuou a crescer, ao ponto de que sua casa não conseguia mais acomodar os membros.”

“Trie decidiu vender sua propriedade e comprar uma maior. Ele construiu uma casa de três andares, e quando a obra foi concluída, ele e sua família organizaram uma cerimônia de consagração. Em dezembro de 2010, quando Trie iria dar início ao culto, policiais entraram no local e desligaram seu microfone. Eles confiscaram todas as cadeiras adquiridas recentemente e forçaram todos os convidados a irem embora.”

“Desde então, Trie e sua congregação têm sofrido muita oposição. Durante a noite jogaram esterco misturado com óleo em sua casa. Algumas vezes, moradores locais barravam os cristãos que estavam em seu caminho para os cultos ou reuniões.”

“Outro incidente aconteceu em março. Na ocasião, um grupo de jovens barrou alguns estudantes que estavam voltando de um culto de jovens na casa de Trie. Um dos jovens cristãos disse a eles: ‘não fizemos nada de errado; por que vocês estão nos incomodando?’. Isso irritou o grupo, que começou a agredir o jovem.”

“Assim que Trie soube o que estava acontecendo, saiu correndo para impedir que o grupo agredisse ainda mais os jovens. Mas os homens se voltaram contra Trie. O pastor foi levado ao hospital. Seu corpo estava todo inchado, e ele ficou com muitos ferimentos na cabeça, pernas e costas. No momento, Trie está se recuperando em sua casa.”

“Tivemos que encontrar um lar temporário para os estudantes; por causa do incidente, a polícia foi até o apartamento e obrigou o locatário a expulsá-los. A mesma coisa aconteceu quando os jovens encontraram outro lugar para alugar. Então, o diretor da escola, que recebeu um relatório dos acontecimentos, alertou os cristãos a não frequentarem a igreja de Trie.”

A Portas Abertas iniciará um treinamento de jovens para a igreja de Trie. Ore para que o Senhor proteja os coordenadores, professores e jovens que participarão do treinamento. Ore para que tudo ocorra tranquilamente.


Tradução: Deborah Stafussi
Fonte: Portas Abertas

08 abril, 2011

A dura missão de evangelizar na China

Irmão Yun - O rapaz que recebeu um livro do céu - é entrevistado pela Cristianismo Hoje
 
O livro de Atos dos Apóstolos menciona a trajetória de homens que se tornaram verdadeiros heróis da fé por anunciar o Evangelho em um mundo hostil à mensagem cristã. Gente como Pedro, Silas e, principalmente, Paulo sofreram na própria pele o preço de seguir a Jesus e fazê-lo conhecido: foram perseguidos, espancados, presos e alijados dos mais elementares direitos por sua opção de seguir o “Ide” do Mestre. Das páginas da Bíblia aos dias de hoje, quase tudo mudou, menos a disposição de alguns crentes em arriscar a própria vida em favor das almas sem salvação. Conhecido simplesmente como Irmão Yun, o chinês Liu Zhenying é um homem simples, de pouca instrução formal, para quem o conhecimento do Reino de Deus vem muito mais pela experiência prática do que dos bancos teológicos. Mas tem construído em plena pós-modernidade uma biografia daquelas que a própria Bíblia define como a de homens dos quais o mundo não é digno.
Missionário por convicção, Yun dedicou a maior parte de sua vida à pregação do Evangelho aos seus compatriotas. Foi preso diversas vezes, submetido a trabalhos forçados, fome e maus tratos. Mesmo assim, nunca perdeu a disposição e a visão do Reino de Deus. Ele é o “Homem do Céu”. O apelido, que dá nome ao seu livro autobiográfico escrito em parceria com Paul Hattaway (lançado no Brasil pela Editora Betânia), surgiu depois de um dos muitos problemas que teve com as autoridades de seu país por insistir em fazer proselitismo cristão, o que, pelas leis comunistas que regem a China, é proibido. Líder da Igreja doméstica chinesa – que, ao contrário da Igreja oficial, monitorada pelo governo, luta para viver sua fé livremente (ver abaixo) –, ele certa vez recusou-se a dar aos policiais o seu verdadeiro nome e endereço, para não pôr em risco seus irmãos na fé. Simplesmente gritou: “Sou um homem do céu, meu lar é o céu!”, senha que, ouvida pelos outros crentes, permitiu que todos fugissem a tempo das casas vizinhas.
Nascido em 1958, Yun veio ao mundo numa aldeia pobre da província de Henan, região central da República Popular da China. Era uma época de extrema repressão política no país, quando a Guarda Vermelha da Revolução Cultural espalhava o terror entre os considerados inimigos do regime. Como a Bíblia era um livro proibido e pregar o Evangelho, um crime contra o Estado, só mesmo uma evidente manifestação do poder de Deus poderia levar alguém a crer em Jesus. E ela aconteceu quando o pai de Yun, abatido por um câncer mortal, teve a saúde restabelecida, fato atribuído pela família a um milagre divino. A partir dali, a casa da família virou uma igreja doméstica, onde o nome de Jesus era pregado entre portas trancadas e janelas cerradas. Uma congregação sem bíblias, mas com extremo ardor missionário, nasceu.
Nasce um pregador – “Eu tinha 16 anos de idade quando o Senhor me chamou para segui-lo”, lembra Yun. Seus primeiros passos na fé foram marcados por situações inusitadas – como certa vez em que sonhou que dois homens lhe davam uma Bíblia. Por toda a China, pouquíssimos exemplares das Escrituras resistiram às fogueiras do Partido Comunista. Apenas a leitura de O livro vermelho de Mao Tsé-Tung era permitida. Após orar e jejuar semanas a fio por uma Bíblia, os dois homens que vira no sonho foram sorrateiramente à sua casa e lhe entregaram um exemplar da Palavra de Deus. Após ler e decorar passagens inteiras, o jovem Yun ouviu alguém lhe dizer, no meio de uma noite, que seria enviado a pregar o Evangelho. Pensou que era sua mãe quem o chamava, mas após ouvir a voz mais duas vezes, entendeu, à semelhança do que ocorreu com Samuel, que era o próprio Deus que o comissionava como sua testemunha.
Em pouco tempo, a história do rapaz que havia recebido “um livro do céu” correu a região. Yun começou a ser chamado a várias vilas, sempre encontrando pessoas ávidas por ouvi-lo. Batizava os novos convertidos às escondidas, durante as madrugadas. “Multidões se convertiam todos os dias”, relata em seu livro. Começou a ser perseguido, e à semelhança dos apóstolos do Novo Testamento, compartilhava a Palavra de Deus por onde ia ou era levado – inclusive na cadeia. Chegou a passar três anos preso, e numa dessas detenções conseguiu fugir inexplicavelmente pelo portão principal da penitenciária. Esteve com a vida por um fio diversas vezes, como na ocasião em que jejuou por mais de 70 dias. “Tenho fome de homens e almas”, dizia resolutamente aos que lhe aconselhavam a comer.
Para Yun, os longos períodos de prisão, embora o afastassem da igreja, da mulher, Deling, e dos dois filhos, eram uma oportunidade e tanto para evangelizar os companheiros de cela. “Eu fiz um acordo com o líder da prisão, que se eu fizesse bem as minhas tarefas, ele me deixaria ficar com a minha Bíblia”, lembra. “A maioria dos prisioneiros não eram criminosos perigosos e descobri que muitos deles tinham membros da família que eram cristãos”. Após sucessivos processos, foi solto pela última vez em 1999 e fugiu da China com a família, primeiro para Myanmar e depois para a Alemanha, onde obteve a condição de refugiado. Mesmo no Ocidente, Yun mantém contato frequente com a Igreja clandestina chinesa e atua mobilizando a comunidade evangélica internacional em favor dos crentes perseguidos de seu país. Ele fundou a missão Back to Jerusalem (“De volta a Jerusalém”), que treina missionários para pregar o Evangelho na chamada Janela 10-40, região imaginária situada entre aqueles paralelos geográficos e que inclui as nações menos evangelizadas do mundo, inclusive a China.
Presença requisitada no mundo todo, o missionário visita o Brasil pela primeira vez agora em abril. Aqui, cumpre uma agenda que inclui São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte (MG) e Brasília, entre outras localidades. “Minha primeira impressão sobre o país veio pelas palavras de um jogador de futebol brasileiro que, depois da conquista da Copa do Mundo de 1994, disse que foi Deus quem lhe deu a vitória”, diz Yun. Com esta viagem, ele espera proclamar aos cristãos brasileiros a necessidade de cada qual, em particular, se tornar um “discípulo consequente” de Jesus. Irmão Yun quer que sua presença no Brasil sirva de despertamento para a Igreja Evangélica nacional acerca de urgência da evangelização mundial. “Nosso chamado é o de levar o Evangelho a todas as nações por onde passarmos”, conclui.
“Orem pela Igreja clandestina”
Poucas semanas antes de embarcar rumo ao Brasil, o missionário Liu Zhenying atendeu com exclusividade a reportagem de CRISTIANISMO HOJE na Alemanha, onde vive. Nesta entrevista, concedida em mandarim, ele faz um relato da situação dos cristãos em seu país e apela à Igreja ocidental que renuncie ao materialismo e assuma posição de relevância na obra de evangelização mundial. 



CRISTIANISMO HOJE – Qual é a real situação, hoje, da Igreja perseguida em seu país?
IRMÃO YUN – Ela está crescendo, apesar da constante perseguição. Hoje mesmo, pela manhã [N.da Redação: a entrevista foi concedida no dia 8 de março], recebi um telefonema dando conta de que, nas últimas três semanas, mais de setenta líderes das igrejas não-oficiais, somente na minha cidade de origem, foram presos. Os policiais tomaram deles tudo o que possuíam – que já era pouco – e ainda lhes aplicaram uma multa em dinheiro. Como todos os nossos pastores e líderes são pobres, não têm como pagar; então, permanecem na prisão por muito tempo.
Estima-se que a população cristã na China de hoje beira os 80 milhões de indivíduos, o que a colocaria na segunda posição mundial em números absolutos de crentes. Esse número corresponde à realidade?
Bem, conforme os últimos relatos do ministério encarregado dos assuntos religiosos do governo chinês, o número de cristãos na China já passou dos 100 milhões. Os dados passados pelos responsáveis do governo são reais, pois há poucos dias um líder da Igreja doméstica me confirmou esse número. Eu, pessoalmente, acredito que são mais de 20 mil conversões por dia. Mas há organizações que falam em mais de 30 mil novos convertidos ao Evangelho diariamente.
Quantos deles pertencem às igrejas clandestinas?
Cerca de 70 por cento dos crentes chineses são ligados às igrejas clandestinas e às comunidades evangélicas domésticas. Os outros são membros da Igreja oficial.
Qual o perfil social da membresia da Igreja chinesa?
Antigamente, havia cristãos somente nas pequenas províncias, e eles eram muito pobres. Após 1989 [N.da redação: naquele ano, houve um grande levante estudantil contra o regime chinês, que desencadeou o Massacre da Praça da Paz Celestial, na capital Pequim], muitos estudantes se converteram a Jesus. Desde então, pessoas de poder aquisitivo também passaram a crer no Senhor.
O senhor acha possível ser um verdadeiro cristão estando ligado à Igreja oficial?
É possível, sim. Eles amam a Deus, assim como os outros cristãos da Igreja subterrânea também o fazem. Esses irmãos trabalham para o governo, mas seus corações pertencem a Jesus.
Existe algum diálogo entre o Estado e a Igreja não-oficial?
Não existe esse diálogo porque o governo chinês não dá ninguém nenhuma oportunidade de conversação. Eles perseguem a Igreja clandestina continuamente.
Quais são as maiores penalidades a que um cristão pode ser submetido pelas leis chinesas?
Na China, o cristão pode ser condenado até mesmo à pena de morte. É proibido falar do Evangelho. São permitidos apenas os cultos realizados pela Igreja oficial – e o governo impõe dia, hora e local para a realização dessas reuniões. Quem não cumpre exatamente o estabelecido é multado como os setenta pastores recentemente punidos. Como já disse, quem não tem dinheiro para arcar com essas multas acaba preso.
Como é o ensino religioso e a formação de obreiros na China?
Existem escolas bíblicas nas igrejas oficiais. Nas congregações subterrâneas, temos seminários clandestinos para preparo de líderes. Mas quando as aulas são dadas por um professor estrangeiro e ele é descoberto pelas autoridades, é imediatamente deportado e não pode retornar ao país durante cinco anos.
É possível montar uma liderança forte nestas condições?
As igrejas clandestinas têm a sua liderança autóctone muito forte e bem preparada – para ser aprovado para dirigir uma igreja não-oficial, é necessário que o candidato a líder tenha passado pelo cativeiro ao menos de uma até três vezes. Apenas estudar numa escola bíblica não é suficiente.
Como é o dia-a-dia de um crente perseguido em função de sua fé?
Um cristão ou lider perseguido não deve retornar para sua casa. Caso a sua família ou os seus amigos o acolham, tornam-se seus cúmplices, e também podem ser presos. Muitos vão para as pequenas províncias para fazer o trabalho missionário. Mas, muitos outros, mesmo correndo o risco de serem presos, permanecem onde estão, falando do Evangelho por amor a Jesus.
Como é o seu ministério hoje, depois que obteve asilo na Alemanha?
Meu ministério continua sendo pregar o Evangelho e dar testemunho do poder de Jesus. Eu trabalho principalmente com obreiros e pastores. Eu amo a Igreja clandestina chinesa e considero-me seu porta-voz aqui no Ocidente.
Em seu livro, o senhor relata diversos episódios marcados pelo que considera ação sobrenatural de Deus, como a cura de seu pai e a sua fuga da prisão. Muitos crentes, contudo, acham que esse tipo de Fechar [X]Foto: Googlemanifestação está restrito ao passado. O que é preciso para ver o milagre acontecer?
Nós precisamos ter fé, confiar no Senhor e orar para que o milagre possa acontecer. Nós precisamos obedecer exatamente às instruções de Deus, então pode acontecer um milagre. Eu acredito que milagres assim não aconteceram só na época dos apóstolos ou comigo, mas ocorrem diariamente e podem acontecer com todos os que creem na verdade divina. Mesmo que o mundo se modifique, a Palavra de Deus jamais mudará. Ela permanece a mesma, sempre real e viva!
O senhor faz críticas ao materialismo da Igreja Evangélica ocidental. Na sua opinião, como essa Igreja pode exercer papel relevante no Reino de Deus?
Primeiramente, verifiquei que os pastores das igrejas tradicionais ocidentais veem sua obra como uma profissão. Isso significa que não realizam a obra de Deus como um chamado e não querem abrir mão do seu poder aquisitivo. Na China, nossas prioridades são diferentes: primeiro, tornar-se cristão, através da conversão. Segundo, afastar-se das tentações e tentar viver uma vida sem pecado. Acredito que, apesar da influência do materialismo sobre o Ocidente, a Igreja dessa parte do mundo deve se empenhar para divulgar o Evangelho e ajudar aos necessitados.
O que a Igreja brasileira, especificamente, pode fazer em relação àqueles irmãos chineses que sofrem restrições e supressão de direitos em virtude de sua fé em Cristo?
Em primeiro lugar, orar pelas famílias dos líderes e pastores encarcerados. Eu sou muito grato aos irmãos de todo o mundo que oraram por mim e por minha família enquanto estive preso. É preciso orar também pela evangelização nos países budistas, islâmicos e hinduístas, e pelas Igrejas clandestinas chinesas, também chamadas subterrâneas, para que não sejam influenciadas pelo crescimento econômico. Pedir a Deus que, apesar da perseguição, elas continuem firmes e convictas na visão do Reino de Deus. O desejo sincero do meu coração é que cada cidadão chinês possa possuir a sua própria Bíblia.
Aos 51 anos de idade e depois de tantos sofrimentos, experiências milagrosas e realizações para o Reino de Deus, o que o senhor faria diferente em seu ministério, caso pudesse voltar no tempo?
Olha, eu agradeço a Deus por haver me convertido ao cristianismo aos 16 anos de idade. Na minha vida, já passei por muitos sofrimentos e também obtive muitas vitórias. Não me arrependo de nada. Porém, se eu tivesse a oportunidade de voltar no tempo novamente, eu faria tudo com maior convicção, dedicação e fé
Na China, o cristão pode ser condenado até mesmo à pena de morte. É proibido falar do Evangelho. São permitidos apenas os cultos realizados pela Igreja oficial – e o governo impõe dia, hora e local para a realização dessas reuniões. Quem não cumpre exatamente o estabelecido é multado como os setenta pastores recentemente punidos. Como já disse, quem não tem dinheiro para arcar com essas multas acaba preso.

Como é o ensino religioso e a formação de obreiros na China?
Existem escolas bíblicas nas igrejas oficiais. Nas congregações subterrâneas, temos seminários clandestinos para preparo de líderes. Mas quando as aulas são dadas por um professor estrangeiro e ele é descoberto pelas autoridades, é imediatamente deportado e não pode retornar ao país durante cinco anos.
É possível montar uma liderança forte nestas condições?
As igrejas clandestinas têm a sua liderança autóctone muito forte e bem preparada – para ser aprovado para dirigir uma igreja não-oficial, é necessário que o candidato a líder tenha passado pelo cativeiro ao menos de uma até três vezes. Apenas estudar numa escola bíblica não é suficiente.
Como é o dia-a-dia de um crente perseguido em função de sua fé?
Um cristão ou lider perseguido não deve retornar para sua casa. Caso a sua família ou os seus amigos o acolham, tornam-se seus cúmplices, e também podem ser presos. Muitos vão para as pequenas províncias para fazer o trabalho missionário. Mas, muitos outros, mesmo correndo o risco de serem presos, permanecem onde estão, falando do Evangelho por amor a Jesus.

07 abril, 2011

Líder de gangue muçulmana aterroriza cristãos coptas



EGITO (19º) - No dia 30 de março, dez organizações de direitos humanos iniciaram um protesto em frente ao prédio do Escritório Geral de Advocacia para atrair a atenção pública para a tragédia na vida de 9 mil aldeões coptas que estão vivendo no medo desde o fim de janeiro. Ativistas e aldeões foram reunidos pelo advogado Peter elNaggar, que registrou queixa contra o policial muçulmano Ali Hussein, apelidado de “Holaku”, por causa do líder Mongol.

Hussein foi acusado de aterrorizar os coptas, estuprando suas esposas e sequestrando seus filhos para poder pedir resgate. O advogado elNaggar disse que se essas acusações forem comprovadas, podem ser puníveis com a morte.

As forças de segurança foram informadas em janeiro sobre os incidentes nos dois vilarejos “mas fizeram vista grossa”, disse o cristão copta Nader Shoukry, que tornou a questão pública após registrar todos os crimes contra os aldeões coptas.

O terror teve início no dia 28 de janeiro, quando Ali Hussein atacou o cristão copta Khalil Suweiha e sua família. O senhor Suweiha registrou uma queixa, mas foi forçado a retirar as acusações após ser ameaçado por Hussein e sua gangue armada.

Então, Hussein começou a extorquir dinheiro dos coptas e a atacar suas casas. Todos eles tiveram que retirar suas queixas contra o muçulmano.

De acordo com Shoukry, “Ali Hussein elegeu-se governador de dois vilarejos apesar da existência de prefeitos. Ele está cometendo injustiças e atos de tirania apenas contra os aldeões cristãos. Ele caminha nas casas dos cristãos, carregando uma arma em seus ombros, seguido por seus parentes e aliados”. Ele acrescenta que Hussein e sua gangue declararam-se governantes dos cristãos coptas. Os incidentes de extorsão, roubo, destruição de colheitas e sequestro de crianças se tornaram tão comuns que muitas famílias estão deixando os vilarejos porque não têm mais dinheiro para entregar.

Na manhã de domingo, 3 de abril, a polícia e as forças armadas invadiram o vilarejo para prender Hussein e sua gangue, mas ele foi informado sobre a ação e conseguiu fugir. Somente alguns integrantes de seu grupo foram presos. A polícia permaneceu apenas três horas nos vilarejos, deixando novamente os coptas à mercê de Ali Hussein.

Os ativistas e aldeões estão programando mais uma manifestação para pedir justiça e proteção para as autoridades. Ore para que o coração dos governantes seja movido em favor desses cristãos, para que a perseguição cesse e Ali Hussein encontre o amor de Cristo.


 
Tradução: Missão Portas Abertas
Fonte: AINA

Estudantes se manifestam contra queima do Alcorão

 
  Afeganistão - Centenas de estudantes da Universidade de Cabul se manifestaram nesta terça-feira (5) contra a queima de um exemplar do Alcorão (livro sagrado dos mulçumanos) em uma igreja americana, no marco de uma onda de protestos que deixaram 20 mortos desde a sexta-feira (1°).

Os estudantes gritaram palavras de ordem como "morte à América e aos judeus" nas instalações da universidade, segundo testemunhas ouvidas pela Agência EFE.

A reivindicação dos manifestantes é que os responsáveis pela queima do Alcorão, dois pastores evangélicos de uma comunidade da Flórida, sejam levados à Justiça.

O estudante Nasser Tayyip afirmou que "esta é uma ação desumana e desprezível contra todos os muçulmanos do mundo".

- Vamos seguir protestando, a menos que sejam processados os predicadores.

Mais de 20 pessoas, entre elas sete trabalhadores da ONU (Organizações das Nações Unidas), morreram até o momento nos protestos registrados no Afeganistão pela queima do livro sagrado muçulmano. O governo do Afeganistão enviou delegações ao norte e ao sul do país para investigar as causas dos protestos e ordenou a abertura de uma investigação.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."

Tradução: Texto traduzido pela fonte

Fonte: R7

06 abril, 2011

75% dos casos de perseguição religiosa são contra cristãos


Setenta e cinco por cento da perseguição religiosa no mundo é contra cristãos, afirma um novo relatório de uma organização católica do Reino Unido.

Examinando 33 países, a filial britânica da organização Ajuda à Igreja que Sofre relatou que a maioria da perseguição estava ocorrendo no Oriente Médio, África e Ásia em seu relatório de 2011 "Perseguidos e esquecidos? Um relatório sobre os cristãos oprimidos por sua fé".

Além dos suspeitos usuais - China, Irã, Coréia do Norte e Arábia Saudita - o relatório também revela que países como a Venezuela, o Zimbábue e até a Terra Santa são culpados de perseguição religiosa. O relatório também constata que os cristãos enfrentam maior perseguição em 22 países entre os analisados, com o Egito, Iraque, Nigéria e Paquistão estando entre os piores países para os crentes viverem. O relatório também diz que agora 100 milhões de cristãos em todo mundo estão enfrentando perseguição.

"A proporção de países com um registro de piora de violência anti-cristã e intimidação seria maior se não fosse o fato de que, em muitos casos, a situação dificilmente poderia ter sido pior, em primeiro lugar", afirma o relatório.

Além da perseguição de extremistas islâmicos, o relatório também destaca que os cristãos são perseguidos pelo aumento do nacionalismo em países como Burma, Índia e Sri Lanka. Há também a crescente ameaça do extremismo islâmico no norte da África e partes da Ásia. Enquanto isso, alguns países comunistas e ateus estão suprimindo os direitos religiosos das minorias.

"Extremistas cada vez mais associam cristãos locais em seus países ao Ocidente", explicou John Pontifex, porta-voz da Ajuda à Igreja que Sofre. "Como eles são na maioria dos casos incapazes de atacar países ocidentais diretamente, muitos extremistas atiram o seu fogo contra os cristãos locais".

Fonte:
Christian Post