31 maio, 2011

Participe amanhã do ato contra o PL 122/06, em Brasília

BRASIL (*) - Diversos grupos evangélicos estão se organizando para realizar amanhã, 1/06, às 15h, em frente ao Congresso Nacional, uma manifestação pacífica contra o PL 122/06, projeto de lei que criminaliza qualquer ação, opinião ou crítica quanto a qualquer prática homossexual no Brasil. Tal proposta tal como está fere a liberdade religiosa e de expressão, especialmente daqueles que professam as três religiões monoteístas: cristianismo, judaísmo e islamismo. 

“Vai ser um marco no debate público para a sociedade brasileira manifestar sobre a polêmica questão do PL 122, que traz em seu bojo uma série de privilégios para um segmento considerado minoria absoluta”, afirma o senador Magno Malta (PP/ES), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa Permanente da Família Brasileira.

“Essa é uma lei vergonhosa, que finge proteger os direitos dos homossexuais. Porém, sua intenção real é colocar uma mordaça na sociedade e criminalizar os que são contra o comportamento homossexual. Com essa lei, querem atingir as famílias, as questões religiosas e a liberdade de expressão”, afirma o líder da Assembleia de Deus e da Associação Vitória em Cristo, pastor Silas Malafaia.

Caso não possa participar deste ato público em defesa dos direitos da família e da sociedade cristã, clique aqui e faça parte do abaixo assinado online.
Fonte: Portas Abertas

27 maio, 2011

Cristãos sobrevivem ao regime opressor norte-coreano

COREIA DO NORTE (1º) - “Cerca de 40 mil cristãos subterrâneos continuam a viver em sua fé, na Coreia do Norte, incluindo aqueles que, por causa da fé, foram enviados ao campo de trabalho forçado”, revelou o ministro sul-coreano Lim Chang-ho, em entrevista ao Daily. “Devido ao elevado nível de repressão contra os cristãos, eles se preservam da única forma que conseguem, como se casando entre si.”

Na Coreia do Norte, as pessoas estão organizadas em 51 classes. As três primeiras são baseadas na lealdade à família do presidente norte-coreano e ao culto do ditador, como se fossem ‘deuses’. Obviamente qualquer pessoa que professe uma religião ou estiver portando material religioso é classificada como “hostil” e efetivamente banida da vida pública do país.

Os relatos dos que conseguem escapar do regime são de que os cristãos são submetidos a péssimos tratamentos. “O cristianismo está presente no país graças à atitude e coragem dos cristãos daqui. Quando os vizinhos veem como se comporta um cristão, querem imitá-lo. Mas não existe confirmação de conversão, nem sequer uma.”

Segundo os últimos dados disponibilizados, existem cerca de 30 mil cristãos sendo mantidos em campos de trabalho forçado, aonde são enviados todos os que professam a fé cristã, vivendo sob condições terríveis.
Fonte: AsiaNews

24 maio, 2011

Ex-muçulmano compartilha sua primeira experiência com seminário


BANGLADESH (47º) - "Nós somos perseguidos pela nossa família e pela sociedade de muitas formas: mentalmente, financeiramente, fisicamente, emocionalmente e moralmente", disse Moniruzzaman Mollah, um ex-muçulmano rural de Gopalpur, distrito de Tangail, distante cerca de 90 km da capital de Bangladesh, Dhaka. Ele participou do seminário da Portas Abertas "Permanecendo Firme Através da Tempestade" (PFAT) no ano passado. Essa foi sua primeira experiência com o PFAT.

"Apreciei muito o PFAT. A sessão sobre a Constituição de Bangladesh é especialmente útil para mim. Eu nunca tive a oportunidade de estudá-la e entender os meus direitos como cristão. Nossa lei nos permite compartilhar o evangelho com os outros e observar as tradições e práticas cristãs. É encorajador aprender isso", acrescentou Moniruzzaman.

O programa PFAT é um seminário de três dias que dissemina os princípios bíblicos sobre perseguição, de forma que os cristãos sejam esclarecidos nesses quesitos. Uma das sessões proporciona conselhos práticos sobre como responder aos desafios de seguir a Cristo em lugares onde existem hostilidades. Portas Abertas fornece manuais traduzidos na linguagem local, para que os participantes, assim como Moniruzzaman, possam ensinar outros cristãos em seus respectivos vilarejos.

Além do ensinamento, o PFAT é também uma das raras ocasiões em que esses cristãos se encontram para confraternizar, trocando histórias e oração. Como participante pela primeira vez, Moniruzzaman pôde ouvir testemunhos e experiências de perseguição de seus companheiros ex-muçulmanos e até de cristãos de outros países.

"Fiquei comovido com as histórias das pessoas que vieram de diferentes partes de Bangladesh e do mundo. Um professor compartilhou uma experiência pessoal que abriu meus olhos para as várias formas de perseguição que os cristãos enfrentam", disse ele.

Os cristãos rurais representam a maioria dos cristãos em Bangladesh. Para eles, a perseguição é uma realidade diária. Novos cristãos sentem imediatamente a pressão de famílias e parentes para retornar à sua religião antiga. Eles perdem seus empregos e outros tipos de sustento, assim que seus vizinhos e os líderes do vilarejo são informados de sua conversão. Algumas vezes, medidas extremas são tomadas contra eles, na forma de isolamento da comunidade, expulsão de suas casas e ataques físicos.

Através do PFAT, a Portas Abertas espera preparar os cristãos em Bangladesh para reagir com sabedoria, perdão e bondade, especialmente em relação a seus perseguidores.

"Agora eu sei que, quando a perseguição vem, é momento de permanecer firme através da oração e leitura da bíblia. Não é momento de contender com as pessoas que me perseguem. Mesmo nos momentos de dificuldade, eu continuarei amando os outros, falando-lhes acerca da salvação de Cristo. Sou grato às pessoas que organizaram este seminário para nós", compartilhou Moniruzzaman.

Nós somos igualmente agradecidos ao Corpo de Cristo mundialmente por apoiar o programa PFAT. Em 2011, por favor, continue nos apoiando em oração e contribuindo,  enquanto mantemos oito seminários SSTS em Bangladesh, que devem atingir 480 cristãos. Vinte (20) professores locais também passarão por um programa de treinamento, para fazê-los mais efetivos no ensinamento das lições do seminário.
Fonte: Portas Abertas

A primavera árabe e a liberdade dos cristãos



ORIENTE MÉDIO - O exército sírio recentemente cercou a cidade Daraa. Centenas de pessoas morreram no sangrento episódio, chamado de “primavera árabe”.

Enquanto o mundo se solidarizou com as vítimas assassinadas pela repressão do atual presidente Assad, um grupo tem sido esquecido nesse contexto: a população cristã síria. Eles veem com outros olhos o surgimento dessa democracia árabe que está se instalando.

Cerca de 10% por cento da população síria é cristã e o governo sírio tem feito um bom trabalho, tentando defender as minorias religiosas da perseguição.

Mas esse processo de transição de governo traz um dilema para a comunidade cristã da Síria: todo o resto continuará igual. Mesmo que a Síria crie leis mais democráticas, as coisas estão longe de ser diferentes. Com a saída do atual presidente, o país pode se tornar um lugar perigoso para os cristãos.

O que falta em toda essa conversa sobre “primavera árabe” e “democracia” é saber o que realmente significa democracia para os sírios e se ela conseguirá de fato tornar as coisas  necessariamente  melhores para o país.

Regimes autoritários ou democracias fortes forçam a população a seguir as leis do país, podendo oferecer às minorias alguma proteção contra a revolta de multidões. Mas retire toda a autoridade do Estado e, consequentemente, verá que o resultado é a violência. E é disso que os cristãos sírios têm medo, pois é necessário tomar mais atitudes do que simplesmente implantar a democracia e achá-la boa.

A democracia, que é vista no Ocidente como a forma mais justa de governo, não tem a mesma conotação em países do Oriente Médio, como Síria e Egito.

23 maio, 2011

China diz que respeita liberdade religiosa depois de pronunciamento do Papa

CHINA (16º) - A China tem recebido duras críticas de órgãos e instituições internacionais quanto à questão da liberdade religiosa no país. Segundo a agência de noticias Reuters, desta vez foi o Vaticano quem decidiu criticar as medidas tomadas pelo governo chinês para reprimir os fiéis católicos, diante dessas acusações, a China se manifestou.

A ministra das Relações Exteriores da China disse nesta quinta-feira que espera que o Vaticano reconheça a liberdade religiosa em seu país, depois do Papa se pronunciar dizendo que Pequim faz pressão sobre aqueles que desejam ser fiéis ao Vaticano.

“Esperamos que o Vaticano possa ver mais claramente a liberdade religiosa da China e o continuo crescimento dos chineses católicos, e crie medidas concretas para o desenvolvimento da relação Sino-Vaticano,” disse a ministra das Relações Internacionais em uma entrevista coletiva.

Os chineses católicos estão divididos entre a igreja que é ligada ao Estado chinês que tem bispos que não são reconhecidos pelo Vaticano e outra metade que freqüenta igrejas que são consideradas clandestinas pelo governo. A China teria forçado muitos bispos e padres fiéis ao papa a comparecerem ao encontro da igreja que é apoiada pelo Estado.

O papa Bento XVI disse que as autoridades comunistas da China estão constantemente pressionando quem deseja ser fiel ao Vaticano e tem esperança de que a Igreja Chinesa consiga sobreviver aos atentados que a dividem de Roma.

Ele pediu que todos os católicos orem pelos fiéis que estão na China, que não estão autorizados a reconhecer a autoridade do Papa e foram forçados a se tornarem membros da Igreja que é apoiada pelo Estado.

“Nós sabemos que entre nossos irmãos bispos, alguns sofrem perseguição e pressão. Através das nossas orações, podemos garantir que a Igreja na China possa continuar unida e santa.”

Fonte: Reuters

20 maio, 2011

Cristãos sírios temem por liberdade religiosa

SÍRIA (38º) - As minorias cristãs da Síria têm acompanhado com muito temor os protestos por todo o país, temendo que suas liberdades religiosas sejam ameaçadas, caso o regime autocrático, mas secular, do presidente Bashar al Assad seja derrubado.


Muçulmanos sunitas formam a maior parcela da população da Síria, porém, em quatro décadas de domínio político da minoria Alawita, os vários grupos religiosos existentes no país têm experimentado o direito de praticar sua fé livremente.

Os chamados para as orações muçulmanas ressoam juntamente com os sinos das igrejas em Damasco, onde o apóstolo Paulo iniciou seu ministério e a Igreja existe há dois mil anos. Para muitos cristãos sírios, no entanto, os conflitos sectários que causaram a fuga de cristãos do Iraque e os ataques contra os cristãos no Egito têm despertado  medo, não apenas de uma possível queda do regime Assad, como também das revoltas que estão ocorrendo no mundo árabe.

“Definitivamente os cristãos sírios apoiam o presidente Bashar al Assad. Eles esperam que essa tempestade não aumente”,  disse à Reuters Yohana Ibrahim, bispo da Igreja Síria Ortodoxa de Aleppo.

Os protestos na Síria tiveram início há dois meses, desencadeados pela raiva e frustração com a corrupção generalizada e pela falta de liberdade no país, controlado com punhos de ferro há quase 50 anos pela família Assad. Embora alguns cristãos tenham participado dos protestos, as instituições cristãs não os estão apoiando.

Cristãos contatados pela agência de notícias Reuters disseram que têm solicitado reformas políticas, mas não uma mudança de governo, que, segundo eles, pode possibilitar a tomada do poder por grupos islâmicos que negariam seus direitos à liberdade religiosa.

“Os cristãos sírios, sejam ortodoxos, armênios, maronitas, anglicanos, assírios ou católicos, se consideram primeiramente cidadãos sírios, pertencentes à nação”, disse Habib Afram, presidente da liga síria. “A situação geral das igrejas e o posicionamento de figuras cristãs permaneceram estáveis e seguras, já que a liberdade religiosa é garantida na Síria”, disse Said.

Os cristãos têm direitos e restrições políticas iguais às de qualquer muçulmano, apesar da predisposição constitucional, que afirma que o presidente deve ser muçulmano.

“Nossa etnia e língua não podem ser reconhecidas e não temos permissão para formar um partido político, mas essa é a situação de todos os sírios”, disse uma fonte cristã, que acrescentou ainda que a opção para as minorias do Oriente Médio é “viver sob as leis de um governo militar ou sob as de um líder religioso”.

Mesmo sendo uma região onde as minorias têm enfrentado desafios constantes e onde as tensões entre muçulmanos sunitas e xiitas têm aumentado, a Síria ainda é um lugar de refúgio para muitos cristãos.

Fonte: Reuters

18 maio, 2011

Com peso no coração, cristãos iranianos deixam Bagdá


 
A população deslocada do Iraque muitas vezes depende de ajuda humanitária para sobreviver 

IRAQUE (8º) - Bassam Anis foi por muito tempo um otimista com relação ao fim da perseguição religiosa no Iraque, mas os constantes ataques contra sua comunidade cristã o convenceram de que sua terra natal, o Iraque, não lhe oferecia mais segurança. Então, em 30 de abril, ele fugiu. Sua decisão pode parecer muito radical, mas isso não é raro para os cristãos iraquianos.

No dia 31 de outubro, a Al-Qaeda comandou um ataque contra uma igreja em Bagdá. Nesse ataque, ocorreram mortes de quarenta membros da igreja, dois líderes e sete oficiais de segurança iraquianos. O ataque foi uma das piores investidas contra os cristãos no Iraque desde 2003.

Para Bassam, o ataque contra sua igreja, atingiu muito seu íntimo, pois entre os membros que foram mortos estava seu amigo Ragdah.

“Antes, eu era otimista,” diz Bassam. “Eu nunca imaginei que gostaria de deixar o Iraque, eu não poderia imaginar começar minha vida de novo em outro lugar.” Ele continua, “desde o ataque, comecei a perceber que não há esperança para esse país mais. É terrível ter que pensar assim, mas deixar o Iraque era a única solução.”

Bassam se lembra da história bíblica de Ló, que relutou em sair de Sodoma com sua família depois de ser avisado por Deus que a cidade seria destruída.
Fonte: Persecution

17 maio, 2011

Costa do Marfim: Igrejas atacadas e refugiados sofrendo

COSTA DO MARFIM (*) - No dia 4 de maio, depois de semanas lutando, o bairro de Yopougon – último a ser a favor de Laurent Gbagbo – caiu para as Forças Republicanas da Costa do Marfim de Alassane Quattara (FRCI).

Parece, no entanto que a FRCI provocou um massacre na Igreja Batista em Yopougon, que está abrigando mais de 2.500 refugiados. A ONU está investigando o caso.

O escritório da ONU que coordena assuntos humanitários divulgou que mais de 2.500 pessoas que estão se deslocando internamente procuravam refúgio na vizinhança de Yopougon que foi atacada por homens armados. Segundo notícias, 54 pessoas teriam sido levadas a um posto de gasolina, não muito longe do bairro do incidente. Os escritórios da igreja, incluindo os remédios fornecidos pela organização Médicos Sem Fronteiras foram levados.

Segundo dados da ONU, as pessoas que estavam na Igreja atacada, permanecem sendo cuidadas pelos médicos que atendem no local, com tratamentos médicos para adultos e crianças. E também veio a informação de que 27 mil refugiados que estão em uma missão católica em Duékoué receberam comida após um atraso de 2 semanas. Mas, quase mil refugiados que estão em uma base evangélica não receberam a comida que era destinada a eles desde o fim de março. Felizmente o Comitê de Resgate Internacional (IRC) conseguiu distribuir alimentos para a entidade evangélica.

Na sexta, dia 6 de maio, Alassane Quatara tomou posse da presidência da Costa do Marfim. O ex-presidente Laurent Gbagbo está preso e separado de sua esposa. No mesmo dia, dois advogados franceses que chegavam para representar Gbagbo tiveram seus vistos recusados no aeroporto de Abdijan. Uma terceira advogada franco-camaronesa estava permitida para entrar no país para participar do caso, mas decidiu ir embora para Paris com os dois outros colegas. De acordo com a empresa para a qual os três trabalham, os advogados foram embora por acharem as “circunstâncias semelhantes a uma emboscada”.

Claramente podemos perceber que a situação humanitária e de segurança da Costa do Marfim continua terrível.

O colunista Thabo Mbeki, escreveu em uma coluna que espera que nem Gbabo e sua esposa e nem o povo da Costa do Marfim continuem sofrendo abusos e sendo vítimas de humilhações nesse sistema global que quando é interessante convoca os direitos humanos, mas sempre procura a dominação de muitos por poucos e que dispõe de grande poder político, econômico, militar e de mídia.



Fonte: ANS

12 maio, 2011

Egito prende "cérebro" de violência religiosa entre cristãos e muçulmanos

EGITO (19º) - O "cérebro" da violência religiosa de sábado passado no Cairo, onde os confrontos entre cristãos e muçulmanos deixaram 12 mortos, foi detido, anunciaram as autoridades egípcias.

"O ministério do Interior prendeu o instigador das violências entre muçulmanos e cristãos em Imbaba", bairro popular do Cairo, afirma um comunicado oficial, que não revela a identidade da pessoa.

Segundo o balanço oficial, 12 pessoas morreram e 232 ficaram feridas nos incidentes que aconteceram ao redor de uma igreja copta, atacada por muçulmanos que acreditavam que no local estava uma cristã que desejava se converter ao islã.

Outras quatro pessoas envolvidas nos atos de violência foram detidas, elevando a 205 o número de presos.

Quase mil coptas permaneciam nesta terça-feira, pelo terceiro dia consecutivo, diante da sede da televisão estatal para protestar contra o "laxismo" das autoridades.

Diante de violência sectária, Ban Ki-moon pede unidade aos egípcios

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta quarta-feira a recente onda de violência registrada no Cairo entre muçulmanos e cristãos, o que deixou 12 mortos, e pediu "unidade" ao povo egípcio.

"É um momento crítico e o povo egípcio deve manter a unidade para alcançar suas aspirações de democracia. Confio que não deixarão que a violência sectária" faça descarrilar este processo, assinalou Ban, em entrevista coletiva em Genebra.

O secretário-geral disse que a comunidade internacional deve ajudar tanto o Egito como a Tunísia a completarem seus processos democráticos após as revoluções que levaram a cabo.



Fonte: UOL

11 maio, 2011

Pastor e família são ameaçados de morte por extremistas


PAQUISTÃO (11º) - Um líder cristão paquistanês, juntamente com sua família, faz parte do número crescente de cristãos ameaçados de morte por extremistas islâmicos. São eles o pastor Javaid Austin, 60 anos, presidente e fundador da Igreja Luz da Cidade, em Lahore, sua esposa Rubina e seus filhos Azeem, 26 anos, Waseem, 24 anos, e Naeem, 23 anos.

No dia 7 de abril de 2011, o pastor disse que recebera ameaças de morte por extremistas muçulmanos desconhecidos. Ele disse que costumava conduzir orações de cura e cruzadas em sua igreja para os deficientes e enfermos e que, não somente cristãos, mas também muçulmanos frequentavam as reuniões de oração “para serem curados de suas doenças”.

Ele contou que, em 2003, um deficiente muçulmano lhe pediu oração. Então, participou de uma reunião de oração e pareceu muito alegre quando oraram por ele. “Ele estava muito feliz e louvava a Deus, passando a frequentar as reuniões de oração”, disse o Pastor Javaid.

Quando viu que Deus estava operando em sua vida, ele doou um terreno para os pobres e necessitados e pediu ao Pastor Javaid para dividi-lo para contruir um prédio para a igreja, uma escola cristã e casas para 125 famílias pobres. E assim foi feito.

Entretanto, quando alguns muçulmanos da região ouviram que um muçulmano tinha doado um grande terreno para os cristãos, ficaram furiosos. Eles queriam impedir que o terreno fosse usado e, por duas vezes, atacaram a comunidade cristã quando estava reunida para cultuar.

Por fim, abriram um processo de falsa propriedade contra o Pastor Javaid, dizendo que ele tinha ocupado o terreno ilegalmente. Mas, quando o pastor mostrou os documentos de posse ao tribunal, o caso foi decidido em seu favor.

Após o encerramento deste caso, um extremista muçulmano abriu outro processo, alegando que o pastor estava “convertendo muçulmanos ao cristianismo à força”, o qual também foi comprovado como “falso”.

Em 14 de janeiro de 2004, os muçulmanos furiosos atacaram a igreja durante uma reunião de oração e também as casas dos cristãos. Muitos irmãos ficaram feridos e tiveram suas casas danificadas.

Embora o pastor e os membros da comunidade tenham registrado a queixa em uma delegacia próxima, a polícia não tomou nenhuma ação legal contra os culpados. O Pastor Javaid informou que, desde então, tem recebido “repetidas ameças por telefone que continuam até hoje”. Ele foi avisado de que enfrentaria “consequências graves” caso não desista do terreno.


Fonte: ANS